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14.05.2018

“Não vejo a hora de voltar pros Aflitos”, diz o Papai Noel alvirrubro

Há quem diga que Papai Noel não existe, mas os torcedores que costumam frequentar os jogos do Timbu sabem que ele existe, sim, e está presente no reduto alvirrubro. Faz 14 anos que Wilson Andrade, 73 anos, se transformou no Papai Noel do Náutico, uma brincadeira de Carnaval que se tornou uma importante parte da sua identidade e também figura conhecida do clube pernambucano.

A história de Wilson com o Náutico teve início assim que nasceu. “Minha avó era do Santa Cruz, mas quando nasci, ela logo anunciou que eu seria alvirrubro”, relembra. E desde então, o alvirrubro viveu uma história de amor intensa com o clube, que foi passada para os três filhos e para os netos. “O dia mais feliz pra mim foi quando fomos hexacampeões pernambucanos. O campeonato deste ano também foi muito importante, vibrei muito! O Náutico é a minha vida”, declara, emocionado, o comerciante.

Como Papai Noel, a história começou no Carnaval de 2005. “Pedi para que a minha mulher costurasse uma roupa de Moisés para mim, mas ela não conseguiu fazer, então comecei a pensar em qual seria a minha fantasia daquele ano e encontrei o gorro vermelho e a camisa do Náutico para brincar no bloco Timbu Coroado”, explica. Quando saiu para brincar o domingo da Folia de Momo, o sucesso foi garantido e Wilson nunca mais largou a fantasia. “Hoje em dia todos me conhecem como Papai Noel do Náutico e sou tratado com muito carinho por todas as torcidas de Pernambuco”, comenta.

Entusiasta da volta ao Eládio de Barros Carvalho, Wilson conta os dias para o retorno ao estádio do coração. Já ajudou duas vezes na campanha Voltando pra Casa, que conclama os torcedores para ajudar nas obras, e já tem duas faixas prontas para a partida de reabertura do caldeirão alvirrubro. Uma com a frase da música Sou feliz, de Jorge de Altinho, ‘sou feliz porque você voltou pra mim’, e outra com o verso ‘estou de volta para o meu aconchego’, de Dominguinhos.

Para o Papai Noel do Náutico, nenhuma experiência é melhor do que ir ao estádio e receber o carinho dos torcedores do Timbu, ver os jogadores em campo e sentir a emoção de assistir de perto uma partida do seu time de coração. “Não vejo a hora de voltar pros Aflitos. Pode ser o preço que for, eu vou de todo jeito para o jogo de reinauguração”, finaliza, confirmando que carrega no peito a mesma paixão que une todos os alvirrubros.

 

FOTO: Priscilla Farias 

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